sexta-feira, 2 de abril de 2010

Uma estranha visita noturna

Ao passo que andava Mara não imaginava a chocante experiência que há esperava mais adiante. Seus passos lentos e simétricos, percorrendo o campo pleno de flores, pareciam retardar o encontro indesejado naquele ocaso silencioso. Seu vestido de cetim azul parecia acompanhar os movimentos gentis e sutis das flores e galhos ao soprar da brisa noturna apaziguadora. Seu perfume se confundia com agradável odor das plantas e frutos maduros. Por instante parecia que os cheiros se completavam.

Ao cantarolar versos e prosas em sua mente, Mara se assustou ao ver um automóvel chocado contra a maior sequóia encontrada pelas redondezas. Sua paz interior até então intacta, se desfez como poeira levada pelo vento.
Guiada pelo seu instinto, Mara correu ao encontro do veículo destruído pelo impacto, como intuito de socorrer. Antes mesmo de chegar ao seu destino, foi parada por um estranho rapaz que não lhe permitiu chegar próximo ao carro.

O rapaz pálido, com aparência delgada, lhe disse que não havia mais necessidade de amparar qualquer cidadão presente no veículo. Infelizmente o único passageiro que por sua vez era condutor, havia falecido.

Levada pela fé, Mara ajoelhou-se no chão, fechando seus olhos e rogando misericórdia e amparo àquele infortúnio. Após alguns minutos, podia-se sentir no ar um cheiro agradável de lavanda e uma força superior presentes naquele instante. Tocada pela energia, Mara abriu os olhos e para sua surpresa, o estranho rapaz havia desaparecido.

Com um sentimento de missão cumprida, Mara entrou em contato com a policia local para que houvesse um inquérito sobre o ocorrido. Após a chegada da força local, Mara retirou-se para seu lar. A imagem daquele misterioso rapaz não saia de sua cabeça.

Mara estremeceu ao ver a reportagem no jornal local sobre o acidente recente, vendo a publicação da foto da vítima. Ali estava. Ali ela o reconheceu. O estranho rapaz até o momento desaparecido era exatamente a vítima do acidente.

Harlan Ronald

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Família . . . quem não tem?

Eu sou viúvo e tenho um filho homem, arranjei uma viúva para me casar;
Mas a minha sogra que é muito teimosa, com o meu filho foi se matrimoniar;
E desse matrimônio nasceu um garoto. Desde esse dia que eu fico louco. Esse garoto é filho do meu filho, sendo filho da minha sogra é irmão da minha mulher. Ele é meu genro e eu sou cunhado dele, minha sogra é minha nora, meu filho meu sogro é. Dessa confusão eu ja nem sei quem sou, acaba esse garoto sendo meu avô!